26 de fev de 2015

It's Snake!



O dono de uma das vozes mais marcantes do mundo dos games é um homem de poucas palavras. David Hayter, o primeiro dublador de Snake na série Metal Gear Solid, responde à maioria das perguntas de forma rápida e lacônica. Até mesmo para falar sobre como se sentiu ao ser substituído por Kiefer Sutherland em Metal Gear Solid V: Phantom Pain, novo jogo da série previsto para 2015, ele não perde muito tempo. "Fiquei desapontado. Mas eu trabalho em Hollywood. Estou acostumado a ser demitido", disse por telefone ao IGN Brasil. "Já superei". 

Bati um papo com David Hayter - dublador de Metal Gear Solid e roteirista de X-Men e Watchmen - para a estreia do IGN Brasil. Ele também deixou uma mensagem especial para os leitores brasileiros (que você pode ouvir no vídeo acima). Desculpem o mau jeito e o estilo bonecão de Olinda de apresentação. 

24 de fev de 2015

Aperta o Start


Nasceu hoje - e bem gordinho - a versão brasileira do IGN Brasil. Este que vos fala faz parte da primeira equipe do site, que tem Pablo Miyazawa (Rolling Stone, Nintendo Power, EGM) no comando e Gustavo Petró (do G1 e do Madrugames) na edição, além do grande Marcus Oliveira dividindo a reportagem comigo, e os redatores Matheus de Lucca e Bruna Penilhas. 

Ah: tem também a Flávia Gasi como colunista (em texto e vídeo). :)

(A foto aí do lado é do Rafael Roncato - conhecido também como o cara que tirou a roupa do Laerte)

Juntos, nós temos um objetivo: fazer o Brasil jogar mais. Aperta o start com a gente? 

Um Papo com Jair Naves n'O Resto é Ruído



Um papo com o grande Jair Naves sobre o disco novo dele, crowdfunding, jornalismo musical, o texto do Marco Barbosa sobre a Lupe de Lupe do Vitor Brauer e muita música. Um dos meus podcasts favoritos desde que entrei no Resto é Ruído. Na trilha sonora, tem Sleater Kinney de BG e eu fui com a faixa de abertura do novo do The Decemberists, "The Singer Addresses His Audience".

(Acima, o pôster para o show de lançamento de "Trovões a Me Atingir", disco novo do cara que é uma das melhores coisas da música nesse ano de 2015. O show rola na sexta-feira, 27, no Auditório Ibirapuera. Mais detalhes, aqui)


18 de fev de 2015

Festival dos Sonhos

Toda vez que eu fico sem um livro pra ler no metrô ou espero um ônibus durante muito tempo, começo a fazer listas mentais. Uma delas é um dos meus jogos pop favoritos, o chamado Festival dos Sonhos, cujas regras principais eu formulei recentemente e gosto de dividir com amigos em plantões de fim de semana. Vamos a elas:

- você tem de programar sete noites de festival
- cada uma das noites terá sete atrações, em palco único, com quatro nomes estrangeiros e três nacionais
- você tem orçamento infinito para montar suas escalações, e até mesmo pode chamar artistas que não estão fazendo turnês.
- além de ter na mão o que Roberto Medina nunca teve, você ainda tem direito à regra Coachella: pagar infinitos milhões de dinheiros para que uma banda que já se separou volte para um show especial no seu festival. (atenção: regra Coachella não significa regra Chico Xavier, de maneira que não dá pra ter os Beatles de volta. Entendido?).

O que segue abaixo é a minha última tentativa de criar esse festival. Particularmente, tento pensar em noites cujos artistas tenham certa coerência lógica ao estarem juntos. Além disso, gosto de usar os nomes nacionais para dar um molho brasileiro às escalações. (E claro, torcer para que os caras se encontrem no camarim e resolvam fazer um número juntos. Já pensou, por exemplo, em ter Paul, Elvis Costello, Noel Gallagher e Tom Petty no mesmo palco?)

Enfim, chega de blá-blá-blá, e vamos à música.

Dia 1:
Neil Young
Wilco
Milton Nascimento & Lô Borges
The Decemberists
Cowboy Junkies
Vanguart
Transmissor

14 de fev de 2015

Desenha-me um Carneiro?

O Pequeno Príncipe, personagem favorito das misses, foi dar um passeio num boteco da Zona Norte de São Paulo. Um rapaz carente vivia sem crédito no celular para ligar para sua amada. A queixa de um cara conhecido como fracote em seu bairro ao ator Bruce Willis, dizendo que ele era “facinho de matar”. A fauna (humana) existente abaixo do vão livre do Museu de Arte de São Paulo. Esses e muitos outros personagens fazem parte das crônicas presentes em “Tem Muito Disso que Cê Tá Falando”, disco mais recente da banda paulistana (paulistaníssima, diriam alguns) Meia Dúzia de 3 ou 4.

Criada em 2003 por Thiago Melo (violão e voz) e Marcos Mesquita (baixo), dois músicos da banda de apoio do Teatro Mágico que queriam explorar novas canções, o Meia Dúzia de 3 ou 4 canta São Paulo com muita graça. Dá para considera-los como herdeiros de uma linhagem que inclui Adoniran Barbosa, Paulo Vanzolini, Germano Mathias e a turma da Vanguarda Paulistana, movimento paulista dos anos 1980 que tinha nomes como Grupo Rumo, o Premeditando o Breque, Itamar Assumpção, Arrigo Barnabé e o compositor Maurício Pereira, na época em dupla com André Abujamra nos Mulheres Negras.

“A cidade acabou sendo nossa musa natural. É um lugar que engole as pessoas, mas que também rumina, e é preciso saber aproveitar”, diz Thiago Melo. Para ele, a geração que se formou em torno do teatro Lira Paulistana vive um resgate com a internet. “As coisas finalmente estão se encontrando: os roqueiros dos anos 80 estão indo para a TV ou para o Congresso falar merda e quem presta continua aqui fazendo música boa”, explica.

Dona de uma das melhores músicas de 2014, "Maquiavel para Crianças", os paulistanos do Meia Dúzia por 3 ou 4 responderam um monte de perguntas minhas no final do ano passado. O resultado apareceu no Scream & Yell. :)

12 de fev de 2015

Melhor Hambúrguer da Cidade: McDonald's

Não. Este texto não é uma pegadinha. 

Nós estamos mesmo discutindo o McDonald's. 

Primeiro, porque foi com a rede do sêo Ronald que muitos brasileiros aprenderam a comer hambúrguer - apesar de já termos falado de casas que fazem bons lanches desde os anos 1950, foi só com a popularização do fast food (impulsionada pelo Mc) que o hambúrguer virou uma comida mainstream no Brasil. Segundo, porque mesmo sendo uma não-referência (alguém lembra da história da carne de minhoca?), muita gente pensa no McDonald's quando hambúrguer vem à mente (especialmente quando a faixa etária aumenta). Terceiro, porque, a recente onda de lanches gourmet tenta, além de incrementar novos ingredientes à receita básica de pão, carne moída e queijo, transformar o hambúrguer em estado-de-arte, se opondo fortemente à linha fordista do Mc. Enfim: chega de blá-blá-blá teórico e bora pro lanche. 

9 de fev de 2015

O Limbo dos Apps Gringos

Era mais um dia normal na vida de Alice (nome fictício), estudante de Engenharia de Produção na Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo. Ao chegar à faculdade, porém, havia algo estranho: os colegas nos corredores pareciam estar falando dela. Até que um amigo comentou: “Tá rolando uma foto sua fazendo sexo no WhatsApp da turma”. A garota, que nunca tinha tirado fotos assim, sabia que se tratava de uma montagem. Em pouco tempo, a imagem tinha se espalhado pela faculdade, e até professores vieram questioná-la sobre o assunto.

Advogada, a mãe de Alice decidiu entrar com uma ação judicial para tentar descobrir os responsáveis pela fotomontagem, em maio de 2014. No entanto, não bastava apenas ter a reprodução das telas de conversas no WhatsApp. Era preciso descobrir os IPs dos “culpados”.

Para isso, era necessário, através de uma ordem judicial, entrar em contato com o aplicativo de mensagens, que não tem representação legal no Brasil. Não seria fácil: sediada nos EUA, sem escritório no País, a empresa não tem a obrigação de aceitar uma decisão da Justiça brasileira, deixando seus usuários em um limbo jurídico.

Aplicativos “gringos” como WhatsApp, Snapchat e Secret somam muitos usuários no Brasil (estima-se que o primeiro, por exemplo, seja usado por cerca de 45 milhões de brasileiros) oferecendo serviços que envolvem dados privados. No entanto, quando os direitos desses usuários são violados, as decisões da Justiça brasileira não conseguem alcançá-los.

Colaborei para a edição do Link Estadão nessa semana, falando sobre o limbo bizarro em que os brasileiros se encontram quando têm problemas com aplicativos estrangeiros. Ainda tem também uma submatéria sobre problemas com e-commerce. Chega mais. 

8 de fev de 2015

Thiago Pethit & Lou Reed

Eis aqui um texto bem antigo: foi um dos primeiros que escrevi para o Scream & Yell do Marcelo Costa - e que ainda não estava no arquivo do Pergunte ao Pop. Uma crítica a um show específico de Thiago Pethit cantando a obra de Lou Reed - e que uma oportuna conversa nesta semana me fez relembrar. Apesar da minha crueza como jornalista (risos), ainda gosto bastante dele. Fica como curiosidade.
No último dia 18/01, no Sesc Consolação, em São Paulo, o cantor Thiago Pethit apresentou, dentro da série de shows “Ingressos Esgotados”, um espetáculo baseado nas canções de Lou Reed. A idéia do projeto era proporcionar ao público uma nova chance de assistir ao repertório de artistas internacionais que passaram pela cidade no ano passado, desta vez em releituras de novos artistas – nos dias seguintes, Juliana R cantou Paul McCartney e a banda Moxine mostrou músicas de Beyoncè. Entretanto, mais do que um simples show de covers, a apresentação de Pethit permite uma reflexão sobre a sua própria carreira – há uma diferença razoável entre a arte que ele faz, a que ele pensa fazer, e a do novaiorquino a qual ele interpretava naquela noite.

O lançamento de seu álbum “Berlim, Texas”, em 2010, fez de Pethit um queridinho da mídia paulistana – uma busca rápida por seu nome no Google trará, em sua primeira página, resultados como “Confirmado: cabelo de Thiago Pethit está na moda”. O cantor, em seu site, alega que o disco se trata de uma viagem entre “as noites frias dos cabarés esfumaçados da Alemanha pré-nazista e os dias ensolarados – e regados a uísque cowboy – dos saloons texanos”. No show, o cantor, acompanhado de uma formação que incluía tanto guitarra, baixo e bateria quanto violino, flauta e saxofone, não só cantou grandes clássicos de Lou Reed como também incluiu algumas canções de sua lavra.

6 de fev de 2015

Entrevista S&Y: Paulo Henrique Fontenelle e "Cássia Eller"

"Muita gente só conhecia a Cássia Eller pelo que via na TV e nos shows, com a imagem da mulher que cospe e mostra os peitos em um show. Quem for ver o filme vai conhecer outra Cássia: amiga, irmã e mãe de família", explica o cineasta Paulo Henrique Fontenelle, que começou a conceber o filme em 2010. 

Segundo ele, a faísca para a realização do documentário foi a ausência de trabalhos sobre a artista. "Estava em casa ouvindo um disco dela e queria saber mais sobre sua história. Tirando uma biografia fora de catálogo, não havia nada: nenhum filme, nenhum documentário", diz Fontenelle, que demorou quatro anos para realizar o projeto, baseado em cerca de 40 entrevistas e com mais de 400 horas de imagens de arquivo. "Cada fita que a gente conseguia encontrar parecia um Santo Graal", brinca.

Não é a primeira vez, porém, que Fontenelle se depara com um biografado de trajetória polêmica e sensível: sua estreia em longas-metragem foi com “Loki”, de 2008, que contava a história do mutante Arnaldo Baptista de forma delicada. Feito em parceria com o Canal Brasil, o filme acabou promovendo uma revitalização da obra de Arnaldo, com novas edições de seus discos e a volta do artista aos palcos. É graças a “Loki” que o cineasta conseguiu a autorização da família de Cássia Eller para fazer seu filme.

“A Eugênia [companheira de Cássia durante 15 anos] tinha uma resistência ao projeto, mas como ela e o Chicão [filho da cantora] tinham gostado do ‘Loki’, eles aceitaram conversar comigo”, conta o diretor. “Ela só me pediu para que mostrasse tudo da Cássia: as drogas, os casos amorosos, mas também o lado família e companheiro”, completa o diretor, que também realizou “Dossiê Jango” em 2013 – uma espécie de filme denúncia sobre as circunstâncias da morte do ex-presidente João Goulart.

Bati um papo com o Paulo Henrique Fontenelle um pouco antes da estreia do "Cássia Eller". A íntegra da conversa está no Scream & Yell, e contém não só perguntas sobre a cantora de "Malandragem", mas também detalhes da carreira do documentarista e de "Loki", seu primeiro longa-metragem, além de um top 5 documentários musicais. 

2 de fev de 2015

O Resto é Ruído #60 - Pablo Miyazawa

2015 começou cheio de boas novidades: uma delas é a minha volta para O Resto é Ruído, podcast criado pelos amigos Elson Barbosa e Fernando Augusto Lopes, e que conta ainda com Amanda Mont'Alvão e João Vitor Medeiros. Na edição #60, batemos um papo com o grande Pablo Miyazawa, falando sobre games, entretenimento, jornalismo e Rolling Stone, em uma conversa de quase duas horas de duração. Na trilha sonora, escolhi a boa (e grande faixa) "Ou Não", uma parceria da Apanhador Só com a cantora gaúcha Gisele de Santi. Clica aí embaixo pra ouvir.