28 de out de 2014

Um papo com o criador de Mortal Kombat

O maior destaque da Brasil Game Show 2014 é um homem calmo, quieto, que pensa antes de dar suas respostas. Ao conversar com o quarentão Ed Boon, porém, seria difícil imaginar que ele criou um dos jogos mais brutais, sangrentos e divertidos da história: a série Mortal Kombat, que chegará aos consoles da nova geração com Mortal Kombat X, previsto para abril de 2015.

Foi para promover seu novo jogo – o décimo em 22 anos de franquia – que Boon veio ao Brasil conversar com fãs e com a imprensa do País. Para ele, “os fãs brasileiros são os mais apaixonados que vi” (conta outra, vai!), e, cada jogo que faz é melhor que o anterior. “Se fizéssemos o mesmo jogo apenas com gráficos mais bonitos, as pessoas se cansariam e comprariam outro game”.

Disponível para testes na BGS 2014, Mortal Kombat X traz como principal novidade a presença de variações dos principais lutadores: agora, não há apenas um Scorpion ou Sub-Zero, mas três deles. “Isso deixa o jogo com mais variedade, o que nos deixa excitados mais uma vez depois de tantos anos”, conta ele. E é difícil não se empolgar: testei o jogo durante a feira, e é realmente incrível dar um fatality com os gráficos da nova geração.

Na conversa a seguir, Boon fala não só sobre Mortal Kombat, mas também sobre como os games mudaram nos últimos 20 anos, além de dar conselhos a quem quiser criar seus próprios jogos. “Escolha que tipo de trabalho você quer fazer e se torne um mestre nisso”, recomenda. O produtor também fala sobre que tipos de jogo gostaria de criar e destaca a ascensão dos games mobile. “Se eu fosse começar hoje, faria um jogo para celulares”.

Outro bom papo que rolou na Brasil Game Show foi com Ed Boon, um dos cérebros por trás de Mortal Kombat, jogo que mudou o mundo dos games de luta a partir de 1992. FINISH HIM!

16 de out de 2014

O Fla-Flu dos Games

Na última semana, eles estavam um de cada lado do campo, prontos para o embate. O juiz apitou o início da partida na maior feira de jogos da América Latina, a Brasil Game Show (BGS), na quarta-feira. A briga no evento se encerrou ontem, mas o embate homem a homem continua mesmo fora do campo – ou melhor, nos videogames, em uma rivalidade que dura mais de duas décadas.

Em 2014, não poderia ser diferente: Pro Evolution Soccer (PES), da Konami, e FIFA, da EA, voltam a disputar a atenção dos fãs de futebol. Quem sai ganhando é o jogador – do sofá de casa, é claro.

A Electronic Arts (EA) saiu na frente, aproveitando a BGS para fazer o lançamento do novo FIFA 15. Já a japonesa Konami pode, no máximo, mostrar a versão de demonstração de PES 2015, também disponível gratuitamente em lojas virtuais para PC, Playstation e Xbox – a versão final chega às lojas apenas em 11 de novembro.

Segundo dados da GfK, a cada 10 jogos vendidos no Brasil, dois são de futebol. É atrás dessa fatia que estão Konami e EA. A empresa de pesquisas alemã disse que o Brasil é o país mais interessado pelo gênero, mesmo em comparação com outros grandes mercados como o europeu e o asiático. 

Em mais uma matéria em parceria com o grande Murilo Roncolato, falamos sobre a grande rivalidade dos controles brasileiros: FIFA ou PES? Em 2014, a briga teve um tempero nacional interessante: a ausência dos times brasileiros no líder de mercado, FIFA, que no entanto surpreendeu por sua jogabilidade. Bora ler? 

13 de out de 2014

Brasil Game Show 2014

Aperte start: nesta semana, acontece em São Paulo a Brasil Game Show, maior feira de games do País. Com expectativas de receber 250 mil visitantes, o evento é uma oportunidade para fãs brasileiros de games terem acesso a títulos inéditos no mercado nacional, além de conhecer games produzidos no País. Por aqui, a indústria de jogos eletrônicos faturou US$ 1,34 bilhão em 2013 – quase o dobro das indústrias fonográfica e de cinema juntas (ver gráfico ao lado).

Criada em 2009 pelo empresário Marcelo Tavares com o nome Rio Game Show, a feira estreou recebendo 4 mil visitantes na capital fluminense. Três anos depois, mudou de nome e de cidade, indo para São Paulo, onde agora realiza sua sétima edição. Se em 2013 a feira foi palco para a chegada dos consoles PlayStation 4 e Xbox One, agora o destaque volta a ser dos jogos, seja em videogames, PCs ou celulares.

Em outubro, cobri pelo Link, junto com o parceiro Murilo Roncolato, a Brasil Game Show, a maior feira de games do País. O trecho acima abre a matéria que antecipava o evento, publicada em outubro na versão impressa do Link, a editoria de tecnologia do Estadão. Também bati um papo com Marcelo Tavares, diretor da feira, e, durante o evento, conversamos com estúdios nacionais e desenvolvedores estrangeiros, jogamos games antigos em uma cobertura diária para o Que Mario, o blog de games do Link. 

1 de out de 2014

O Fim do Orkut



“Só add com scrap”. “Leio, respondo, e apago”. “Topo dos depoimentos”. “Sou 80% legal, 90% confiável e 100% sexy”. Se você esteve na internet durante os anos 2000, provavelmente deve se lembrar dos elementos acima, símbolos da era do Orkut. A “primeira rede social” de muitos brasileiros vai fechar as portas amanhã, depois de 10 anos de recadinhos, discussões em comunidades e depoimentos melosos.

Mas não é o fim. A antiga rede social do Google está criando um acervo de comunidades, onde ficarão guardados posts e discussões importantes para a história da internet do País. “O arquivo preserva a memória do Orkut, registrando fenômenos do Brasil como a ascensão da classe C e a inclusão digital”, declarou o Google Brasil em nota.

O Estado teve acesso exclusivo ao acervo, que pretende ser uma reprodução do que é o Orkut hoje, em seu último dia no ar. Ao todo, serão mais de 51 milhões de comunidades, 120 milhões de tópicos e mais de 1 bilhão de interações armazenadas no acervo.

No final de setembro, tive a honra de ser o primeiro jornalista no mundo a ver como ia ficar o acervo de comunidades do Orkut. Além disso, tive a chance de rememorar os dez anos dessa grande e maravilhosa nave louca criada por um turco, que transformou a internet brasileira. O resultado foi essa matéria para o Link, publicada em 29 de setembro - um dia antes de os servidores da 'primeira rede social' de muita gente dizer 'no donut for you' para sempre. Além da reportagem, teve também um vídeo bacanudo, feito em parceria com o pessoal da TV Estadão (veja abaixo) e este texto bobo do qual me orgulho muito: 10 motivos para sentir saudade do Orkut.