29 de abr de 2014

Pop, Girls, Etc. #04 - Tó-Zé

Embalada pela seleção de músicas portuguesas que este blog fez na última semana, a quarta mixtape do Pergunte ao Pop conta com dois grandes nomes recentes da canção lusitana: Os Golpes e B Fachada (é a canção de Fachada, "Tó Zé", que dá nome a esta seleção. Sim, sou eu na foto, pronto para ir à aula no meu primeiro dia de escola. "Se é hora de acordar pra ir prá escola batalhar/Não queiras ir Tó-Zé, deixa-te dormir", diria o Fachada pra mim)

Além disso, contém um recente entusiasmo pelos Afghan Whigs (foi difícil escolher qual canção de 1965 entraria nesta seleção), algumas coisas antigas que já rodaram muito na minha rádio-cabeça ("Fortune" e "Babies" já foram devidamente estupradas no repeat aqui de casa) e velhas amigas para momentos fofos (beibe, não se esqueça do seu cachecol). 

Pop, Girls, Etc. #04 - Tó-Zé

The Afghan Whigs - "66"
Pulp - "Babies"
Tusq - "Fortune"
Os Golpes - "Tarde Livre Parte III"
Superguidis - "Piercintagem"
Djalma Dias - "Capitão de Indústria"
B Fachada - "Tó-Zé"
Transmissor - "Só Se For Domingo"
Paul Simon - "Diamonds on the Soles of Her Shoes"
El Mato a Un Policia Motorizado - "El Fuego Que Hemos Construido"

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Ouça as outras mixtapes Pop, Girls, Etc.
#01 - Tigres de Papel
#02 - Pelicano
#03 - Be Má Beibe

28 de abr de 2014

Cinco Fotos: Sagres

Um Bar no Fim do Mundo
Além de ser o nome de uma "escola" e de uma das duas grandes marcas de cerveja de Portugal, Sagres também é uma vila no extremo sul lusitano, conhecida por ser a última cidade antes do que foi conhecido por mais de um milênio como "o fim do mundo" e hoje é tido apenas como o ponto mais a sudoeste da Europa. Estive lá há exato um ano com a Carla Nascimento e o Ricardo Bomfim, em uma das viagens mais incríveis que já fiz: em um sábado à tarde, andamos por sete quilômetros por uma estrada que nada tinha apenas além de incríveis vistas para o mar, como se estivéssemos em um filme iraniano de baixo orçamento. 

Tudo para chegar à ponta do continente, o Cabo de São Vicente, tentando ficar mais perto e matar a saudade daqueles que estavam em Além-Mar. Na ida, fomos a pé (era isso ou ir de táxi, mas não tinha táxi), mas na volta pegamos carona com um casal de velhinhos alemães que mal falavam inglês - e pra completar tomamos uma Sagres em Sagres, num clichê inception besta. Ir até a vila é um trampo: primeiro, precisa-se ir até Lagos, e de lá, pegar um ônibus para Sagres, que demora mais ou menos uma hora, tem poucos horários e volta cedo. Mas tá entre os lugares mais incríveis que eu já fui, e não tem mês que não dá vontade de largar tudo e ir pra lá de novo.


25 de abr de 2014

Arde, Rock: 15 Canções do Pop Português

Há mais pop entre o céu e a terra de Lisboa do que sonha a nossa vã crítica musical brasileira... 
Quem há algum tempo segue este blog sabe que uma das minhas paixões musicais recentes tem sido a música pop portuguesa. As razões para isso são muitas: desde o incentivo pessoal pelo lado familiar, já que venho de família lusitana, até a vontade de entender o pop nos dias de hoje para além do eixo anglo-saxônico, dando vantagem para uma música que fala a mesma língua que a nossa e, por vezes, diz respeito a problemas de uma sociedade muito semelhante à brasileira. Há algum tempo também eu já vinha me prometendo escrever um pequeno especial com dicas sobre o pop português de hoje e de ontem, e finalmente cá está ele. 

A escolha da data não é inusitada: nesta sexta-feira, 25 de abril, Portugal comemora os 40 anos da Revolução dos Cravos, quando os militares do País se uniram (sem usar uma bala sequer!) para retirar do poder Marcelo Caetano, representante de uma ditadura fascista erguida por António de Oliveira Salazar que durava desde os anos 1930. A data é comemorada na terrinha como o Dia da Liberdade, e é um símbolo de renovação democrática. 

A ligação entre a pop portuguesa e a Revolução dos Cravos também não é despropositada: a senha para o início da revolução foi "Grândola Vila Morena", música de protesto do cantor Zeca Afonso, que fala sobre uma vila no Alentejo onde "o povo é quem mais ordena". Além disso, é a partir da Revolução dos Cravos que o rock português pode se organizar de fato: antes dele, os jovens começavam as bandas de rock, mas tinham de encerrá-las prematuramente para prestar serviço militar nas colônias africanas como Angola e Moçambique. 

24 de abr de 2014

Vai Ter Muita Copa

Pelo menos, no Link. Nessa quinta-feira (mais conhecido como hoje), chega às lojas de todo o Brasil o game da Copa do Mundo, Copa do Mundo FIFA Brasil 2014. Disponível para PlayStation 3 e Xbox 360, o jogo traz 203 seleções, a narração do Tiago Leifert e comentários do Caioboy, e custa R$ 200.

Para marcar esse lançamento, preparei um especial com três posts para o site do Link. Tem entrevista com o produtor do jogo, uma análise do game (sério, bem mais difícil que escrever sobre música) e um top 10 com jogos marcantes das quatro décadas de games de futebol por aí, lembrando o craque Allejo, o mítico Elifoot 98 e muito mais. Espero que cês gostem.

'No jogo da Copa, a diversão vem em primeiro lugar'
Leia entrevista com Gilliard Lopes, produtor de Copa do Mundo FIFA Brasil 2014

Game da Copa entretém, mas exige raça e 'amor à camisa'
'Copa do Mundo FIFA Brasil 2014' promete ser acessível, mas não compensa; leia análise

Do Pong ao FIFA 14, passando por Allejo: lembre 10 marcantes games de futebol
Games de futebol tem quatro décadas de história; equipe do Que Mario? selecionou 10 jogos para despertar sua nostalgia

Eu não vi Pelé, mas vi Allejo!

20 de abr de 2014

Cinco Fotos: Évora

"Pitoresca" - pelo menos era assim que o guia de turismo da minha amiga Carla Nascimento (cuja mão está na primeira foto desse texto) descrevia a cidade de Évora, um dos pontos mais visitados no Alentejo, região ao sul do Tejo (hehe) de Portugal. Um lugar que já foi ocupado por romanos, visigodos, mouros e... enfim, pelos portugueses. Entre os destaques da cidade - e que valem a ida de Lisboa até lá, estão o Templo de Diana e a Capela dos Ossos (presente em uma das fotos abaixo). Para ir de Lisboa até lá, a passagem de ônibus pela Rede Expressos (uma espécie de Cometa portuguesa) custa cerca de 12 euros, com várias saídas por dia - a viagem dura cerca de uma hora e meia e tem 132 km. 

Toc Toc

Pop, Girls, Etc. #03 - Be Má Beibe

A terceira mixtape do Pergunte ao Pop chega antecipando os ventos de maio (ref. cit. "My Girl", The Temptations), embalada por tempos mais simples e felizes. 

Mais uma vez, uma mistura de coisas antigas e interessantes (encabeçada por "Be My Baby", a melhor música do mundo segundo Brian Wilson, Ian McCulloch e André Takeda), novidades fresquinhas ("Outra Vez", dos portugueses Clã, abre o mais novo disco do grupo, Corrente, recém-lançado em Portugal) e um passeio por algumas das faixas mais apaixonadas do recente indie nacional (a declaração pura e simples de "Esquimó por Acidente" e o desejo suspiroso do gênio pop Diego Medina e a sua Video Hits). Esquece o seu guarda-chuva e vem. 

Pop, Girls, Etc. #03 - Be Má Beibe

The Ronettes - "Be My Baby"
Video Hits - "vo(C)"
Terminal Guadalupe - "Esquimó por Acidente"
Os Pontos Negros - "Amor, É Só Febre"
Teenage Fanclub - "About You" (Ao Vivo no Circo Voador)
Clã - "Outra Vez"
Selton - "Across the Sea"
Dirty Projectors - "The Socialites"
Josh Rouse - "Under Your Charms"
R.E.M. - "Moon River"

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15 de abr de 2014

A Loja de Tudo



Os superlativos parecem não ser suficientes para se contar a história da Amazon, uma empresa que começou sua trajetória mandando livros pelo correio em Seattle e hoje fatura US$ 75 bilhões por ano, vendendo praticamente qualquer coisa.

Essa é a impressão que se tem ao ler A Loja de Tudo, escrito pelo jornalista Brad Stone (colaborador do New York Times e da Bloomberg Businessweek) e lançado recentemente no Brasil pela editora Intrínseca. Eleito o livro de negócios de 2013 pelo Financial Times, A Loja de Tudo narra a saga da Amazon e de seu criador Jeff Bezos. Brad Stone conversou com o Link por telefone.

Bati um papo com o Brad Stone na semana passada sobre o A Loja de Tudo, um dos livros mais legais desse 2014 até agora (Ok, vocês podem me chamar de nerd. E de workaholic. Mas é legal mesmo). O resultado saiu na edição impressa do Link dessa segunda-feira, mas você pode ler a entrevista (em versão extended bônus track plus remixes, risos) no site com a maior calma do mundo. Como bônus, eu e o Murilo Roncolato (parceiro de bancada, de pastéis e de cerveja) preparamos ainda uma lista com livros sobre empresas de tecnologia para você que quer se aprofundar no assunto. 

13 de abr de 2014

Lollapalooza 2014 ou Geraldo Vandré Estava Errado

Foram dois dias de festival, mas pareceu muito mais: no ano em que o País promete entrar em situação de caos com Copa e eleições, o Lollapalooza ofereceu a seus 140 mil espectadores alguns momentos de paz. É preciso dizer, mais uma vez: os R$ 540 pagos por quem quis ir aos dois dias de festival, sem contar as taxas de inconveniência, podem ser considerados abusivos em um País cujo salário mínimo é de R$ 724 — um dado que precisa ser levado em conta na discussão sobre a efetividade do Brasil ter entrado de fato na rota de shows internacionais. (em tempo: a versão americana do Lollapalooza, em agosto, tem três dias e custará R$ 500; admirado pela crítica, o espanhol Primavera Sound, em maio, tem três dias de festival e programação extra que se estende por uma semana por R$ 594). 

Entretanto, é preciso se ressaltar que, em 2014, este Lollapalooza se pôs alguns degraus acima de seus concorrentes nacionais, tanto pela qualidade do evento (pouquíssimas filas, boa comida, localização e organização inteligente - a volta para casa no domingo, mesmo com grande parte do público saindo junto, não foi caótica) quanto pela escalação competente, que mesclou veteranos com nomes populares e novidades com alguns dos melhores shows em atividade hoje em dia no mundo, criando um modelo que tem tudo para se sustentar com sucesso pelos próximos anos. Como diria Geraldo Vandré, “a vida não se resume em festivais”. Mas bem que poderia.

Meu relato sobre o Lollapalooza 2014 acaba desse jeito - mas a aventura dos dois dias em Interlagos, com shows que vão ficar pra sempre no coração (e outros para serem eternamente citados na lista de "o que caralhos eu estava fazendo ali mesmo?) saiu no Scream & Yell na semana passada (e eu só tive tempo de parar para divulgá-lo por aqui agora). Além do meu texto, o post tem as lindas fotos da Liliane Callegari, como essa daí de cima, e uma votação com mais 14 jornalistas escolhendo os melhores shows do festival. Que venha 2015. 

11 de abr de 2014

Pop, Girls, Etc #02: Pelicano

Nova mixtape do Pergunte ao Pop fresquinha no ar para vocês, meus caros. A seleção dessa vez tem nome inspirado na última música da listinha, que também dá nome ao belo disco dos mineiros do Constantina lançado recentemente - e que você deveria ouvir. 

Além disso, a lista tem mais lançamentos (o outro disco nacional do ano até aqui, do vocalista Gustavo Galo), umas velharias boas e mais música portuguesa (me deixem com a minha cruzada besta). Assim como a primeira edição, você pode tanto escutá-la pelo Mixcloud quanto baixá-la por aqui para levar com você pruma sonífera ilha, no seu radinho de pilha. (Dizemos ainda que aceitamos sugestões de faixas para as próximas mixtapes)

Cês entenderam, certo? Bora ouvir?

Pop, Girls, Etc. #02 - Pelicano

The Decemberists - "Calamity Song"
Ciclo Preparatório - "A Volta ao Mundo Com a Lena D'Água"
Emitt Rhodes - "Fresh as a Daisy"
Deolinda - "Um Contra o Outro"
The Replacements - "Achin' to Be"
Pullovers - "Marinês"
Pavement - "Here
Gustavo Galo - "Seresta"
Arcade Fire - "No Cars Go"
Constantina - "Pelicano"

Para ouvir agora:
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Para baixar e ouvir por aí:
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3 de abr de 2014

Melhor Hambúrguer da Cidade: Outback

Se você conhece a rede Outback, deve estar muito bem estranhando o que raios ela está fazendo nessa coluna; afinal, o forte da franquia de restaurantes australianos/americanos (metade dos pratos é à moda da Louisiana, não dá pra ficar só na terra dos Cangurus) é o trio calafrio "costela com molho barbecue" + "fritas com queijo e bacon" + "cebola frita". Certo? Pois bem: mas o Outback também tem hambúrgueres, por incrível que pareça, e durante muito tempo eu os desprezei no cardápio. Mas sabia que uma hora eles deveriam ser experimentados - se um lugar manda bem fazendo costela e batata, deve saber fazer bons hambúrgueres. Fui tirar a prova dos nove essa semana com a Giovanna Favarati (que além de ser uma mina muito daora recém-integrada ao rolê, também é garçonete do Outback Anália Franco, na Zona Leste), no Outback do Shopping Bourbon Pompéia. 


2 de abr de 2014

Fazemos Qualquer Negócio


Passou meses esperando por aquele show do seu artista favorito, mas seu irmão ficou doente e você vai ter que deixar o show de lado para cuidar dele? Ou descobriu só agora que a banda do momento está vindo para o Brasil mas os ingressos já estão esgotados? Calma, não precisa arrancar os cabelos: é para isso que existem os sites de revendas de ingressos, muito úteis na hora de tentar reaver o prejuízo, descolar uma entrada mais barata ou até mesmo achar o lugar certo para aquele espetáculo.

É uma ideia que já existe há algum tempo no exterior, com serviços como Seatwave e Get Me In, e que aos poucos começa a ganhar força aqui no Brasil. Além de diversos grupos no Facebook destinados a eventos específicos, os dois serviços mais populares por aqui são os sites Comprei e Não Vou e Ticketbis.

Aproveitei a deixa do Lollapalooza para escrever sobre os sites de revenda de ingressos, que são uma ótima pedida na hora de a) se livrar de um ingresso; b) tentar achar aquele show esgotado (pena que não rola SESC) ; ou c) pechinchar uma entrada quando você não tá a fim de pagar uma porrada na cara pra ver um show qualquer. Além da explicação básica, falei com uma advogada para entender as tretas legais da coisa. Acho que ficou bem bacana - o resultado, mais uma vez, tá lá no Link.