29 de jan de 2013

Ruído Rosa

Escrevi esse texto em meados de 2012 para o hoje inativo Discos da Vida, projeto do grande Tiago Agostini, que recrutou gente boa para falar sobre os álbuns que marcaram e mudaram suas trajetórias. (Gosto particularmente do texto do Marco Tomazzoni sobre o Revolver, e o do Leonardo Dias Pereira sobre uma coletânea dos Pixies, para ficar em dois favoritos). Revirando os arquivos do computador, percebi que ele não tinha sido publicado nem no site do Agostini nem em lugar nenhum, e que merecia ver a luz do dia (apesar das historinhas e das confissões piegas). Aqui está. 

Todas as vezes que penso em como formei meu gosto musical, chego à conclusão que dei um pouco de sorte. Lá em casa sempre se ouviu muita música. Quando eu tinha uns quatro, cinco anos de idade, meu pai gastava as noites de sábado – seu único tempo livre durante toda a semana – colocando discos antigos para tocar na vitrola. Uma coleção inteira de música brasileira, que me alegrava com seus refrões engraçados- na época, meus heróis pessoais eram Lamartine Babo e Assis Valente. Meu pai gosta de dizer que eu sabia cantar todas as músicas do Lupicínio, o que atraía a atenção das velhinhas nas festas da família. Tinha medo da “Suíte dos Pescadores”, do Caymmi, e até hoje acho que a música da minha vida é “Samba da Benção”, cuja letra eu sei de cor desde aquela época. Mas até os meus nove anos, eu não ouvia muito rock. Minha coleção de música – isto é, aquela não pertencente ao meu pai – de música era uma fita K7 do Mamonas Assassinas comprada no camelô que ficava na frente do sacolão de todo sábado, uma do Gera Samba (não perguntem) e outra gravada por uma aluna da minha mãe com o primeiro disco das Chiquititas (é, mexe mexe). Eu era uma criança, não entendia nada.


28 de jan de 2013

Artilharia Cultural



Na retrospectiva de 2012, comentei brevemente sobre um projeto que ia começar nesse novo periodo de 365 dias. Agora, tenho a honra de apresentá-lo a vocês: trata-se do Artilharia Cultural, site do grande Lucas Baranyi que volta à ativa após passar 2011 em brancas nuvens. Além do retorno do site, novas ideias e novos integrantes aparecem aqui - e um deles sou eu, que abro os trabalhos da casa falando sobre um dos discos mais divertidos e surpreendentes do ano passado: Unorthodox Jukebox, do Bruno Mars. 

27 de jan de 2013

Django Super Tarantino Size Me

Em 2004, o cineasta Morgan Spurlock ficou famoso com Super Size Me, filme no qual provava os danos que uma dieta alimentar de lanches do McDonald’s causa no corpo humano. Entre as regras às quais se sujeitou para a produção, ele deveria sempre aceitar as promoções da rede de fast-food para aumentar o tamanho de suas refeições (o “super size”), ingerindo litros de refrigerante e muitas batatas fritas por apenas alguns centavos a mais. "Se tudo é tão delicioso, por que não comer mais disso tudo, já que a diferença é tão pouca?”, pensa o consumidor médio. A resposta é simples: é graças a esse pensamento que hoje boa parte dos norte-americanos encontra-se em níveis de obesidade elevados. 

Django Livre, o novo filme do diretor Quentin Tarantino sobre um ex-escravo que procura comprar a alforria de sua mulher na América do final do século XIX, sofre exatamente do mesmo problema. Ao longo de sua carreira, iniciada em 1992 com Cães de Aluguel, Tarantino conquistou fãs no mundo todo graças a alguns traços muito peculiares em seus roteiros e longas-metragem.

24 de jan de 2013

Melhor Hambúrguer da Cidade: Hamburguinho

Antes de começarmos, um aviso: este texto é o pagamento de uma dívida pessoal comigo mesmo. Afinal, o Hamburguinho (a filial da Av. Brigadeiro Faria Lima, 2883, no Itaim) foi um dos primeiros hambúrgueres de responsa que comi na vida - pode acreditar, até mesmo para mim já teve um tempo que comer um hambúrguer significava ir ao McDonald's ou ao Giraffa's.
 
Lembro bem: eu estava prestes a entrar no iG (que ficava na rua Amauri, ali do lado) para fazer uma das entrevistas de admissão, um amistoso da seleção estava rolando e resolvi parar para tomar uma Coca e um X-Maionese. Como diria o capitão Renault, de Casablanca, aquele era o começo de uma grande amizade. Bons momentos vivi ali - o melhor deles, devo dizer, às vésperas do show do ano de 2012 (Crosby, Stills & Nash), quando vi o Santos golear o Bolívar na Libertadores por 8 a 0. 
 
Mas sou relapso: entrei no iG, mudamos de endereço (para a Berrini), saí do iG e ainda não tinha escrito sobre a casa. Até essa semana, quando resolvi chamar o Giovanni Santa Rosa para um almoço rápido de despedida, aproveitando para matar a saudade do cubículo quadrado e meio sujo que é o Hamburguinho. Contando apenas com um balcão em formato de U, onde devem caber umas 20, 25 pessoas (o que torna o lugar bem cheio na hora do almoço durante a semana), a lanchonete é um dos exemplos mais clássicos de dona de um lanche simples (e que você sempre tem medo que venha com ingredientes a mais da chapa), mas que conquista corações. Caia de boca no X-Maionese (R$17,80), um sanduíche que só parece pequeno, porém é dono de uma grande pegada.

O pão quente e o queijo derretido na medida certa são dois alicerces para que a carne bem temperada (embora um pouco além do mal passado que tanto amo) e a maionese cheia de salsinha, bastante ácida e abundante brilhem com galhardia. A maionese, por sinal, é tão abundante, que torna-se um desafio à parte tentar não se lambuzar com ela durante a refeição. Mas, fica o conselho: caso ela caia no prato, não hesite em ignorar o que a sua mãe te ensinou e deguste-a toda com os dedos. Você não vai se arrepender - e de quebra, vai ganhar um novo lanche favorito.

Ah! Para os gulosos por sobremesas, vale a dica: o sundae do Hamburguinho é outro ponto alto da casa. 

Nota: 4,5 fatias de bacon

Ranking MHC Pergunte ao Pop:

1 - Sujinho Pic Burger Maionese, Hamburgueria do Sujinho - Consolação (5)
2 - X-Maionese, Hamburgueria do Sujinho - Consolação (4,8)

23 de jan de 2013

Melhores 2012: Livros

Eis aqui o último passo da jornada dos Melhores de 2012: livros. Assim como na área de cinema, este blog avisa que literatura (por enquanto) não é uma das especialidades da casa, sendo essa lista muito mais um parâmetro pessoal "dos grandes livros lançados esse ano que li em 2012" do que exatamente um panorama sobre a produção dos dias que correm. Entretanto, posso garantir com alguma certeza que poucos volumes que chegaram às livrarias nos últimos meses seriam tão instigantes quanto os três primeiros colocados da lista que aparece a seguir. Obrigado a todos pela atenção e pela paciência: os melhores do ano voltam em janeiro de 2014 - que melhor sorte nos encontre daqui a um ano. 

1º: A Visita Cruel do Tempo, Jennifer Egan


Quarto livro da americana Jennifer Egan, A Visita Cruel do Tempo oferece a seus leitores uma experiência literária contemporânea da maior intensidade. Em treze capítulos ágeis, divididos em lado A e lado B (como um disco de vinil), Egan passeia por diferentes formas de se construir um relato (memórias em primeira, terceira e até mesmo segunda pessoa, diálogos rápidos, reportagens jornalísticas e uma apresentação em power point), épocas (dos anos 70 a um futuro próximo) e personagens (a assessora de imprensa de um ditador do terceiro mundo, um executivo de uma gravadora recém-divorciado, um garoto de pais separados que acompanha a irmã em um safári na África e muitos outros). 

Dito dessa forma, pode até parecer que a escritora privilegia a forma em detrimento do conteúdo, mas este seria um ledo engano. Egan é uma construtora de histórias, fazendo com que narrativas díspares se conectem como uma bem traçada teia de ideias sem desrespeitar a inteligência do leitor, tendo sempre como tema principal a passagem do tempo (e os traços deixados na areia por essa força). 

"As melhores pausas do rock'n roll", o tão falado capítulo que é uma apresentação de power point, talvez seja o tour de force de Egan, e uma das principais razões da contemporaneidade da obra. Em um momento em que tablets, e-readers e até mesmo notebooks passam a ser considerados como suporte para livros, construir um capítulo de tal maneira é proporcionar uma leitura diferenciada e inesquecível, ampliando a diferença entre o papel e a tela luminosa, além de desbravar novas fronteiras para a literatura, sendo agora capaz de dialogar com o design, a informática, a música, as artes plásticas e o cinema de maneira intensa. Isso não é pouco.

Leia: Resenha de A Visita Cruel do Tempo

Melhores 2012: Filmes

Jogo rápido para a lista dos 15 melhores filmes de 2012: como cinema não é a especialidade da casa (embora eu me arrisque de vez em quando a pitacar sobre a sétima arte), preferi apenas listar os grandes longas-metragem do último ano e linkar boas críticas sobre os filmes, que refletem de alguma maneira o pensamento deste que vos escreve. Quando os links não possuírem crédito, é porque o texto é meu mesmo (seja para este site, o Scream & Yell ou o iG Jovem). Além disso, misturamos aqui filmes nacionais e internacionais, de modo a chegar numa seleção enxuta.

Único citado de 2012 na lista das melhores cenas musicais da história do cinema, o vencedor do ano é... 


20 de jan de 2013

Melhores 2012: Músicas Internacionais

2012 foi um ano aleatório em termos de músicas que pudessem suscitar grandes paixões, para além de apenas comporem repertório em álbuns. A lista do Pergunte ao Pop é um reflexo disso, certa maneira, juntando rock português (Os Pontos Negros) com hits vindos do YouTube (Carly Rae Jepsen e PSY), grandes veteranos (Rolling Stones, Neil Young, Beach Boys) com novos trabalhos instigantes (a dupla Michael Kiwanuka e Frank Ocean fez bonito). Prepare-se para uma verdadeira salada - aos interessados, mais uma vez, há ao final do post uma playlist com todas as canções da lista em sequência, prontinhas para serem escutadas. 

1º: "Call Me Maybe", Carly Rae Jepsen

Descoberta por Justin Bieber em uma viagem de férias do cantor à sua terra natal, "Call Me Maybe" tornou-se um sucesso mundial da noite para o dia graças a um vídeo no qual Justin cantava e dançava a música com amigos. Foi só o primeiro de milhares de filmes desse tipo, realizados por gente como Jimmy Fallon, Vila Sésamo, o time olímpico de natação dos EUA, Neymar e James Franco. Grudento até a medula, sustentado por um arranjo de cordas marcante (como desde “Bittersweet Symphony” ou “A Thousand Miles” não se ouvia), “Call Me Maybe” é o carro-chefe e a melhor faixa de Kiss, segundo disco da cantora, todo regravado após o estouro da canção. Além do reforço da internet, o sucesso de “Call Me Maybe” é explicável por seu refrão forte, que retrata uma mudança na dinâmica dos xavecos, pouco retratada até então na música pop: ainda que timidamente (e de maneira conservadora), é a garota quem toma a iniciativa de oferecer seu telefone ao rapaz. Se eu tivesse o telefone dela...

Leia: Resenha de Kiss para o S&Y; perfil de Carly Rae Jepsen para o iG

18 de jan de 2013

Melhores 2012: Músicas Nacionais

Se 2011 foi o ano do rap e do sambinha-indie, com faixas de Wado, Criolo e Cícero entre os principais destaques daquela temporada, 2012 é bastante eclético, na visão do Pergunte ao Pop. Verdadeira salada musical, a lista de melhores músicas nacionais dos últimos 365 dias reúne nomes díspares como Caetano Veloso, Rafael Castro (os dois últimos com duas citações cada), MC Bola, Roberto Carlos, Jair Naves, B Negão & Os Seletores de Frequência e o grupo capixaba Merda. Sim. Merda. Entretanto, assim como na lista de discos, a vitória ficou nas mãos de Tulipa Ruiz. (Ao final, todas as músicas citadas nesse post para quem quiser ouvir de uma vez só em uma playlist do Grooveshark). 

1º:"Dois Cafés", Tulipa Ruiz e Lulu Santos

Arquitetado após uma troca rápida de e-mails, o dueto entre Tulipa Ruiz e Lulu Santos é um ponto alto do segundo disco da cantora, Tudo Tanto. De charme irresistivelmente pop tramado pelas voz grave de Lulu e a doçura de Tulipa, "Dois Cafés" é uma crônica/crítica perfeita dos dias que correm, falando sobre os problemas de quem chega agora ou já encara há algum tempo a vida adulta: "Ter ou não ter/O tempo todo livre pra você/O banco, o asfalto, a moto, a britadeira/Fumaça de carro invade a casa inteira/Algum jeito leve você vai ter que dar". Além disso, é uma letra sobre as escolhas que se faz nessa fase da vida: será que é preciso mesmo "priorizar/se comportar/ter que manter a vida mesmo sem ter um lugar" para ficar "bem melhor/menos mal/mais normal"?. A própria música responde:" é o tempo que vai dizer", mas uma certeza fica: ao menos em 2012, não houve uma canção tão certeira quanto essa.

17 de jan de 2013

Melhores 2012: Discos Internacionais

Prosseguimos hoje com mais uma parte do Melhores 2012 do Pergunte ao Pop. Depois da etapa nacional, apresentamos agora os melhores discos internacionais de um ano que contou com retornos interessantes (Dexys, The Beach Boys, Ben Folds Five), segundos discos instigantes (Bruno Mars, Frank Ocean) e uma estreia de muito peso (Michael Kiwanuka). Entretanto, assim como em 2011 (lembre aqui), os trabalhos de maior destaque dos últimos 12 meses são de veteranos como Neil Young, Ian McCulloch e o vencedor deste ano, o Chefe. Entenda por quê (e descubra quais são os 15 melhores álbuns no link abaixo). 

1º: Wrecking Ball, Bruce Springsteen

"This Land is Your Land", do cantor folk Woody Guthrie (um dos maiores artistas da Grande Depressão), já foi considerada informalmente como um hino não oficial dos Estados Unidos, por sua mensagem de união do país aliada a um ideal de igualdade (entenda pela estrofe: "As I went walking I saw a sign there/And on the sign it said "No Trespassing."/But on the other side it didn't say nothing/That side was made for you and me"). 

Em 2009, durante a posse de Barack Obama (em um momento bastante complicado para os EUA), Bruce Springsteen cantou "This Land is Your Land" ao lado de Pete Seeger. Três anos depois (e sem a presença do companheiro saxofonista Clarence Clemons, morto em junho de 2011), o homem de Nova Jersey é um dos poucos que se arrisca a analisar sem pudores o panorama geral de seu país, denunciando os corruptos e os culpados pela crise, sem deixar de lado o amor por seu lugar ("We Take Care of Our Own", com jeitão de rock arena, refrão arrepiante e letra inspirada em "This Land is Your Land"). 

Ciente do poder de fogo de uma guitarra (outra lição de Guthrie), Bruce não economiza palavras de força: em "Death to My Hometown", ele diz que "foram os ladrões gananciosos que trouxeram morte à sua terra natal", enquanto em "Easy Money" aparece o personagem que tenta se aproveitar da crise para faturar um dinheiro fácil. Na faíxa-título, Springsteen conclama os homens que tiverem culhões a trazerem para perto suas ferramentas de demolição, e avisa: "tempos ruins vêm e tempos ruins se vão, só para voltar de novo". Entretanto, nem tudo está perdido: nas duas últimas músicas de Wrecking Ball, o artista conta os feridos e os mortos, descobrindo que muitos sobreviveram ("We Are Alive") e, ao citar "People Get Ready" no meio da esperançosa "Land of Hope and Dreams", mostra que há uma luz no fim do túnel, mas para encontrá-la será necessário fé e muito trabalho pela frente. Mãos à obra, Bruce. 

Ouça: "Easy Money"
Leia: Resenha de Wrecking Ball por Marcelo Costa para o S&Y

14 de jan de 2013

Melhores 2012: Discos Nacionais

O Pergunte ao Pop tem o prazer de apresentar a vocês sua lista de melhores discos nacionais de 2012 - um ano de produção medíocre (especialmente se comparado a seus dois antecessores), mas com trabalhos bastante interessantes, como os de Jair Naves e Rafael Castro, e boas estreias, como as de O Terno e Medialunas, além do retorno de duas bandas veteranas que mostram que podem dar caldo: Cascadura e Bidê ou Balde. Mas o troféu de disco do ano vai para... (clique no link para saber quem são os outros 14 escolhidos)

1º: Tudo Tanto, Tulipa Ruiz

Contemporâneo sem perder a classe, Tudo Tanto leva para casa o troféu de disco do ano por mostrar uma evolução clara no trabalho de Tulipa Ruiz, dona de uma estreia empolgante em 2010. É interessante perceber o tratamento pop que Tulipa dá a músicas que são ao mesmo tempo crônicas e críticas de nossos dias, seja falando sobre normalidade ("Quando Eu Achar", com direito a um coro final irresistível), conformismo ("OK"), o "tudo ao mesmo tempo agora" ("Dois Cafés", belo dueto com Lulu Santos, que andava sumido) e amor livre ("É", apoiada por um arranjo de cordas que lembra os Beatles da fase Sgt. Pepper's). Entretanto, o momento mais instigante do disco (e também do show que corre o Brasil com patrocínio via edital da Natura) é "Víbora", na qual Tulipa crava uma das maiores performances vocais feitas no Brasil nos últimos dez (vinte?) anos, embalada pela guitarra bluesy poderosa de seu pai, Luiz Chagas, e pela participação sutil de Criolo. Em apenas seu segundo disco, Tulipa mostra que já é tudo esse tanto (e pode ser muito mais). 

Ouça: "Dois Cafés"

8 de jan de 2013

ESPECIAL: As melhores cenas musicais do cinema

Você gosta de música? E de cinema? E quando as duas coisas se unem, que tal? Mágica pode acontecer, não é verdade? Pelo menos é o que eu penso: algumas das minhas cenas favoritas de toda a sétima arte só o são porque são acompanhadas de algumas das minhas músicas favoritas. Em uma conversa de bar ou no meio de um dos muitos hambúrgueres que comi em 2012 com o Vinicius Olmos e o André Bina, começamos a listar algumas de nossas favoritas, até o momento em que pensei que isso merecia sair do bar para virar algo maior.

E virou. Um colégio eleitoral de 43 jornalistas, formadores de opinião, músicos, twiteiros, os idealizadores da lista, e por que não?, amigos escolheu suas cinco cenas musicais favoritas, em ordem de preferência, e mandou pequenas justificativas sobre as escolhidas, das quais você sabe quais foram as 25 mais bem votadas daqui a pouco.

Antes de continuarmos, um esclarecimento: foram consideradas cenas que contivessem tanto músicas compostas especialmente para o filme (como a trilha de Ennio Morricone para "Cinema Paradiso"), músicas cantadas pelos personagens no filme (quem não se lembra de Tom Cruise cantando "You've Lost That Lovin' Feelin'" em "Top Gun?) ou músicas que aparecem por sobre a ação da cena (a homenagem de Tarantino a Van Gogh em "Cães de Aluguel" é um exemplo).

A bem da verdade, depois de apurados todos os votos (quevocê pode conferir tanto em uma planilha quanto em uma lista corrida, comdireito a todas as justificativas), cheguei à conclusão que esse é o tipo de lista que é muito pessoal. Foram nada menos que 138 cenas diferentes, e não foram poucos os votantes que mandaram listas com cinco filmes votados apenas por eles.

Mais algumas estatísticas: a cena mais antiga da lista é de um filme de 1942 (e chegou ao top25), enquanto a mais nova é de 2012, e ocupou o primeiro lugar de um dos votantes. Duas músicas ("Heroes, de David Bowie, e "Singin' in the Rain", de Gene Kelly) foram citadas para duas cenas diferentes, apenas 19 diretores e 16 artistas foram lembrados pelo menos duas vezes. Além disso, 14 longas-metragem foram votados pelo menos duas vezes, sendo "Alta Fidelidade" o recordista de menções, com 4 cenas diferentes.

Mas chega de números. É hora de conhecer quais são as 25 maiores cenas musicais da história do cinema. Que rufem os tambores...